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sábado, 12 de julho de 2008

Familia, familia...

Depois de uma semana onde fica claro que o "inferno" é aqui e que os "demônios" somos nós. Afinal, como alguém pode, à revelia, alvejar um carro e matar uma criança de 3 anos!!! Deus, como tenho medo! Medo por mim, medo pelos meus, medo pelo futuro... Sinceramente, fico mais e mais indignada com o ser humano.

Felizmente, nem tudo são tragédias em nossas vidas. Como já dito aqui meu pais está bem doente e nesses momentos muita coisa muda na nossa vida. Você passa a dar mais valor a cada minuto da nossa breve vida que nos foi dada como um presente. Hoje, tive um presente - a visita do meu sobrinho-neto. Sim, sou tia-avó! Meu irmão que é 20 anos mais velho do que eu e minha sobrinha é só 6 anos mais nova do que eu, logo é perfeitamente razoável ser tia-avó aos 28 anos. hehe As fotinhos da ocasião seguem abaixo.


Tem coisa mais gostosa que um cheirinho no cangote desses?!


Fernanda - minha sobrinha, Samuel - meu sobrinho neto e eu - a tia mais coruja.


Eu e o meu fofuchinho, meu sobrinho-neto.

sábado, 5 de julho de 2008

Tricolor de Coração



Meu time perdeu a final da Libertadores. Triste, muito triste! Aceitei, por fim, pois estamos tratando de um jogo. A única coisa que eu não aceito é a comemoração dos torcedores de outros times. Como assim torcer contra??? Uma coisa é você torcer pelo outro time porque simpatiza mais como ele do que com o outro. Isso é razoável. O resto não é competição de times, é falta de bom senso. Uma atitude muito infantil e perigosa na minha opnião. Vejam só toda a violência que se vê em função disso. Ai, simplismente não consigo engolir...
No mais, tenho a dizer que: "Sou tricolor de coração..." e nada vai mudar isso. ;D

domingo, 27 de abril de 2008

Muito, muito a falar...

Há momentos na nossa vida em que a única frase que cabe é "Ohhh que fase!!!". Bom, euzinha estou exatamente nessa: atolada de trabalho, com problemas cuja solução parecem existir somente num futuro distânte e com a cabeça num turbilhão de discussões que parecem sem fim. Daí os meus posts breves anteriores e minha ausência na visita aos outros blogs. Hoje, todavia, tenho muito a falar. Ontem e hoje, apesar do trabalho conversei muito com minha amiga Bel e també li muito sobre a maneira como lidamos com nossas vidas e relacionamentos e isso me inspirou a escrever aqui.
Uma das coisas que li e que achei interessantissimo foi a seguinte afirmação: "Felicidade é uma combinação de sorte com escolhas bem feitas'. Perfeito, não? Mas não termina por ai para tal tem-se de trabalhar, ter talento, o acaso colaborar e tamtém ter uma disposisção interna de enxergar as coisas boas, atraindo coisas positivas. Ou seja, não é tão simples quanto parece. Ainda mais sendo uma pessoa complexa como sou para lidar com as "questões da vida", principalmente no que toca a relacionamentos. Sou passional demais, movida a encantamento para tudo e tenta racionalizar tudo o que acontece e existe. Resumindo, insanidade! Em conversas com outra amiga minha Bella chegamos a uma conclusão óbvia e, por demais contraditória. Somos mulheres do século XXI com os mesmo sonhos de heroinas românticas do século XIX. Agora durma com um barulho desses??? Então, meu fds de reflexão e leituras me trouxe mais um texto de Alberto Goldin (psicanalista) cuja coluna é da Revista do Globo de domingo que segue abaixo apartir de uma carta de leitora. Me identifiquei tanto que quase sai correndo quando comecei a ler.
"Pareço estar no limite. Ora acredito na possibilidade de encontrar o homem certo, talvez a minha alma gêmea, ora perco as esperanças. Não minto, sou exigente, eu sei! Mas me pergunto: será que sou tão exigente assim? Tenho 28 anos, sou independente, as pessoas gostam da minha companhia. Todo mundo me pergunta como posso estar sozinha. Minha auto-estima esta em dia. Mas só me aparecem homens que nada tem haver comigo. E isso não sou só eu quem diz. A té pessoas que estão de fora têm a mesma opnião! Presto atenção na beleza? Sim, e na roupa que veste (nisso eu nem tanto), e se fala certo. Quero alguém que tenha uma situação como a minha - classe média - que ser vire para pagar as contas, mas que possa desfrutar coisas boas dentro das suas possibilidades. Quero um homem com quem possa dividir tudo, que seja meu companheiro. tudo está bem na minha vida (nisso eu também tô um pouco diferente por conta dos problemas de saúde do meu pai), só me falta uma amor! Ajude-me!"
Isso seria a carta, abaixo é a coluna do cara.
"Passou uma noite agradável, uma reunião de bons amigos, excelente astral. Preparou-se para dormir, porém o sono custava a chegar.
Como sempre, fez uma retrospectiva da sua noite e, com a maior honestidade, considerou-a impecável. Então, por que estava sozinha? Nada na sua aparência ou na sua vida profissional justificava isso. Ainda assim, a solidão estav aí, como um enorme ponto de interrogação que não consegui decifrar.
É claro que existiam homens interessantes, porém, por alguma razão, não cruzavam seu caminho. Como a noite era longa e o sono escasso, pegou uma folha de papel e escreveu os nomes de cinco das suas amigas que tinham resolvido essa questão, umas se casando, outras já casadas e com filhos. Como eram bastante íntimas, conhecia bem suas histórias e, invadida por um espírito científico, escreveu em poucas linhas como cada uma delas tinha realizado o difícil milagre do amor.
Quanto concluiu sua tarefa, percebeu que todas tinham um elemento em comum: no início da relação tinham sido surpreendidas, tiveram a sensação de viver algo novo e diferente, se entregaram a uma experiência de novidade e descoberta. As cinco, mesmo que cada uma do seu jeito, confessaram que, quando começaram seus namoros, se sentiram tocadas por uma emoção especial. Umas denominaram isso paixão, outras encantamento. Mas, sem exceção, todas relataram um "encontro" no sentido pleno da palavra. Precisavem um do outro, um tinha o que faltava no outro. Não se tratava apenas de encontrar o homem certo - inclusive nem todos eram nota dez. Improtava menos a qualidade do sujeito do que a empolgação do encontro.
Nesse momento se perguntou se o motivo da sua solidão era a falta de um companheiro adequado ou o fato de não estar, de verdade, disponível para descobrir e ser descoberta por um homem. Talvez não bastasse o desejo racional de encontrar um companheiro, precisava de algo mais, estar aberta para um encontro, suprotar a modestia de admirar e não ter medo de ser admirada, sacudir seu espírito auto-suficiente para permitir a entrada de outra pessoa na sua vida.
Novamente releu sua lista de amigas casadas e preparou outra, agora das solteiras. Todas declaravam sua vontade de formar uma familia, porém algumas (não necessriamente as mais bonintas) sempre namoravam e outras, ela inclusive, mais equipadas por sua capacidade intelectual ou condições materiais, sempre tiveram dificuldades amorosas.
Agora o problema tinha mudado de foco. O que faltava não eram homens, mas mulheres "amáveis", e talvez esse fosse seu verdadeiro problema. Não tinha certeza se sua teoria era correta, porém, pela primeira vez pensou na sua forma de olhar (e admirar) os homens. Acendia-se um luz verde que facilitava avançar ou uma luz vermelhar que freava? Se estivesse certa, a questão deixava de ser externa - falta de homens adequados - para ser interna - falta de receptividade para os homens.
Vencida pelo sono, refez sua lista de mulheres acompanhas, só que agora deixou um espaço para colocar seu nome.
Bom, acho que essa coluna resume muito do que tenho pensado. Acho que o lema agora tem de ser: Deixa a vida me levar, vida leva eu....

sábado, 12 de abril de 2008

CONSUMO CONSCIENTE


Para início de conversa não sou ecóloga, ambientalista ou qualquer coisa do tipo. Alías, o discurso de muitos desses me irritam pela falta de bom senso e hipocrisia, mas isso não vem ao caso. Bom sou sim, bióloga e como tal tenho uma visão nada romântica sobre a natureza e o mundo. Contudo, essa mesma visão me colaca ainda mais responsável sobre minhas atitutes e sobre meu papel social (ainda mais como professora também), logo resolvi postar aqui e fazer coro a campanha Boicote a Sacola Plástica. Além serem feias, as sacolas plásticas deixam nosso planeta "mastigando" a sacola por 50 anos, "tendo azia" por outros 50, e tentando "absorvê-la" por mais 50. Simples assim: recebemos sacolas para a maioria dos produtos que consumimos e pergunto por que não podemos guardar na mochila, bolso, bolsa ou carregar com os braços. Não digo para sermos radicais e abolirmos a utilização das tais sacolas, apenas para as utilizarmos apenas quando for necessário. E, porque não adotar a sacola de pano? Pergunte a sua avó sobre elas, são mais artísticas, fortes, duráveis, bonitas e ecológicas. Tudo tão simples, não?! Tão simples como usar com bom senso a água, a energia elétrica, separar lixo para reciclagem, comprar móveis de madeira com certificação ou aqueles "reciclados", não jogar lixo na rua, rios, mananciais, etc... Não acho que isso somente resolva as questões do planeta e da nossa sobrevivência. Apenas acho que se quisermos realmente mudar temos que começar a ter atitude. Não importa se pequena, importa que ela esta sendo feita. Portanto, façamos também o papel de multiplicadores dessas idéias. Afinal, uma andorinha só não faz verão!

quarta-feira, 26 de março de 2008

Inspirada...

Apesar de achar o meu post anterior muito do sem graça, tô eu aqui denovo animada pelas visitinhas e comentários do meu blog. Claro que isso foi graças a popularidade do blog da minha amiga Bella mas já é uma motivação.
Como um dos principais objetivos deste blog é fazer um registro daquilo que para mim é importante resolvi escrever sobre a minha amada profissão a BIOLOGIA, ou seja, sou professora e pesquisadora. Quando criança queria ser arqueóloga simplismente porque era diferente, tinha viagens e um belo tom de aventura, mas ficou por ai mesmo porque quando se cresce se começa a pensar em questões práticas. Então, decidi que queria ser juíza e, portanto, faria direito. Acho que se tivesse mantido essa idéia teria até sucesso, mas não sei se seria feliz. Não vou me alongar nisso de felicidade porque não pretendo entrar em questões filosóficas nesse post e também porque não estou num momento bom para discutir tal assunto. O que importa é que no meio do caminho me encantei pela biologia. Creio que os motivos foram os mesmos que me eu expus para a arquelogia. Só que agora as razões eram reais e palpavéis e eu podia ser uma cientista. Foi exatamente o que me tornei. Claro que fazer ciência não é todo aquele glamour que visto em novelas, filmes, etc. Há, diferentemente, muito trabalho duro em condições (muitas vezes) nada ideais, quase sem dinheiro, perdendo finais de semana, feriados, festas, etc para escrever relatórios, artigos, teses. Mas, no final das contas, eu ADORO fazer ciência e é o que eu sei fazer. Definitivamente, não tenho talento para trabalhos comuns ou burocráticos. A única outra coisa que acho sei fazer é dar aula. Algo que eu descobri e me apaixonei pois é te dá um retorno, uma satisfação na alma que nenhum artigo publicado na Nature oferece. Falo que decobri porque alardeava aos quatro contos do mundo que nunca seria professora, que não tinham o menor jeito ou paciência. Até que um dia você esta diante de pessoas mostrando a elas um novo mundo... E, com isso, tem as mais diversas reações e trocas o que me faz me sentir muito bem. Tem uma frase de Einsten (não lembro se é bem assim) que diz que uma mente atingida por um conhecimento não volta mais ao seu tamanho original.
Ai ai queria falar mais coisas, mas crio que já tenha me alongado demais nesse post. Demais cositas sobre minha vida profissional ficam para os próximo capítulos...
Para finalizar...Como não sei fazer download dos vídeos do Youtube (Alguém pode me ajudar!), segue o link de um vídeo muito lindo que traduz um pouco do que é se deslumbrar e trabalhar com a Vida.

sábado, 22 de março de 2008

ÀS CLARAS...

Após muita relutância decidi criar um blog pois sempre achei tudo isso muito bobo e sem propósito, mas enfim... aqui estou eu. Descobri o gosto por escrever a algum tempo mas o medo de me expor sempre me fizeram descartar tudo (ou quase) que já escrevi. Todavia, a vontade de registrar tudo aquilo que movimenta minha cabeça me levou até aqui. Não sei o que espero em fazer isso através de um blog. Talvez seja o dó de eliminar algo que leva sempre um certo tempo para se construir e também a possibilidade de que contribuições externas que possam fazer a diferença daqui em diante. Outro objetivo deste blog é, de alguma forma, deixar uma referência (para mim mesma, principalmente) daquilo que foi relevante naquele momento da minha vida. De início, teram algumas coisas de um passado recente no que se refere a esse aspecto e, mais para frente, reflexões sobre o meu passado também. Bom, a muito a ser feito então...Mãos a obra!!!